segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

És só mais um… parolo que lê blogs

  Um dia de trabalho não é nem nunca foi tarefa fácil. É preciso encontrar soluções para esquecer que passamos a maior parte das horas do dia a trabalhar, a estudar ou até mesmo a fazer o que se ama e nunca se trocaria na vida, quando desejamos encontrar tempo para dedicar as horas que faltam ao descanso.

  Este descanso, por mim designado como “hora do sovaco”, pode significar o mínimo entretenimento, o mais poderoso e cansativo trabalho, mas acima de tudo, o que se gosta de fazer. E para aqueles que passam a maior parte do dia a fazer o que gostam, e que não chamam trabalho ao trabalho porque ocupam a rotina diária com uma adorável e eterna paixão profissional, a hora do sovaco não deixa de ser igualmente um pedaço de tempo a aproveitar, uma relíquia ambicionada logo após a hora do almoço, quando o sono bate forte, e só desejamos ter um encosto, que dura até ao fim desse tempo que parece esticar.

  Quem não gosta de chegar a casa e ser recebido pelo cão que pula de alegria por ter a presença da pessoa que mais adora a chegar para lhe dedicar atenção? Ou quem não se sente melhor quando, assim que abre a porta da entrada, se vê livre para descalçar os sapatos com a ajuda dos calcanhares, sem sequer lá meter as mãos, e os atirar para onde calhar, tirar o casaco, ou até a roupa toda, e deitar-se no sofá, ou na cama, os pés para cima, o cabelo despenteado, o silêncio que o envolve, e sentir o cansaço tomar conta de si e revelar-se pelo primeiro sinal do surgimento do descanso?

  Depois há aqueles que preferem cozinhar, ou os que são viciados em limpezas… E quem não gosta de dar um passeio pelo sítio mais bonito que está próximo de casa ou do local de trabalho, assim que as 8/9h daquela rotina sem folga chegam ao fim?

  Todos têm a sua hora do sovaco, aquela em que se sentem à vontade para se assoar à grande, meter o dedo no nariz, abrir a boca sem pousar a mão à frente, descalçar-se sem se importar com o mau cheiro dos pés, espreguiçar-se e fazer barulho, gritar o que acha de injusto na vida, cantarolar mal e de forma desafinada, ou… coçar o sovaco.

  Por fim, há os cromos que lêem blogs.


  Bem-vindo à tua próxima hora do sovaco. 

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