Um dia de
trabalho não é nem nunca foi tarefa fácil. É preciso encontrar soluções para
esquecer que passamos a maior parte das horas do dia a trabalhar, a estudar ou
até mesmo a fazer o que se ama e nunca se trocaria na vida, quando desejamos encontrar
tempo para dedicar as horas que faltam ao descanso.
Este
descanso, por mim designado como “hora do sovaco”, pode significar o mínimo
entretenimento, o mais poderoso e cansativo trabalho, mas acima de tudo, o que
se gosta de fazer. E para aqueles que passam a maior parte do dia a fazer o que
gostam, e que não chamam trabalho ao trabalho porque ocupam a rotina diária com
uma adorável e eterna paixão profissional, a hora do sovaco não deixa de ser
igualmente um pedaço de tempo a aproveitar, uma relíquia ambicionada logo após
a hora do almoço, quando o sono bate forte, e só desejamos ter um encosto, que
dura até ao fim desse tempo que parece esticar.
Quem não
gosta de chegar a casa e ser recebido pelo cão que pula de alegria por ter a
presença da pessoa que mais adora a chegar para lhe dedicar atenção? Ou quem
não se sente melhor quando, assim que abre a porta da entrada, se vê livre para
descalçar os sapatos com a ajuda dos calcanhares, sem sequer lá meter as mãos,
e os atirar para onde calhar, tirar o casaco, ou até a roupa toda, e deitar-se
no sofá, ou na cama, os pés para cima, o cabelo despenteado, o silêncio que o
envolve, e sentir o cansaço tomar conta de si e revelar-se pelo primeiro sinal
do surgimento do descanso?
Depois há
aqueles que preferem cozinhar, ou os que são viciados em limpezas… E quem não
gosta de dar um passeio pelo sítio mais bonito que está próximo de casa ou do
local de trabalho, assim que as 8/9h daquela rotina sem folga chegam ao fim?
Todos têm a
sua hora do sovaco, aquela em que se sentem à vontade para se assoar à grande,
meter o dedo no nariz, abrir a boca sem pousar a mão à frente, descalçar-se sem
se importar com o mau cheiro dos pés, espreguiçar-se e fazer barulho, gritar o
que acha de injusto na vida, cantarolar mal e de forma desafinada, ou… coçar o
sovaco.
Por fim, há
os cromos que lêem blogs.
Bem-vindo à
tua próxima hora do sovaco.
Nenhum comentário:
Postar um comentário